
Este o nosso destino: o amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesmo de amor, e na secura nossa amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
CDA